Atenção! Governo federal vai anunciar empréstimo para beneficiários do Auxílio Brasil e BPC.

Imagem: Reprodução/Google

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe planejam anunciar um novo pacote de medidas para estimular a economia, na tentativa de reverter os impactos da crise. Entre as novidades está a contratação de empréstimo consignado por aqueles que são beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).


O governo estima fornecer às famílias R$ 30 bilhões em financiamento. Um valor menor, cerca de R$ 19 bilhões, será oferecido na forma de empréstimos aos inscritos do BPC. Segundo técnicos do Planalto, a oficialização da proposta deve ser anunciada na quinta-feira, 17.


Linha de crédito de benefícios depende da folha de pagamento do INSS


Atualmente, o Brazil Aid repassa o valor mínimo de R$ 400 por família todos os meses. O aumento temporário do programa deve durar até dezembro de 2022. Até então, o auxílio pagava o valor médio de R$ 224.


No caso do BPC, o valor é de um salário mínimo, R$ 1.212, destinado ao público de idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que vivem em condições de baixa renda.


O lançamento do empréstimo consignado utilizando os programas será semelhante ao que já é oferecido aos aposentados e pensionistas do INSS.


Basicamente, os segurados podem solicitar um empréstimo com taxas de juros mais baixas, já que o valor de cada parcela será descontado diretamente da folha de pagamento do benefício, reduzindo assim o risco de inadimplência.


Críticas à medida

Segundo o ministro da Cidadania, João Roma, a medida serve como instrumento criado para democratizar o acesso ao crédito para as quase 23 milhões de famílias beneficiadas pelos dois programas sociais.


Pelo contrário, órgãos de defesa do consumidor e especialistas em finanças acreditam que a iniciativa pode atrapalhar a situação financeira dos cidadãos mais vulneráveis, causando um aumento no número de dívidas.


Na resposta, Roma argumenta que muitas das famílias de baixa renda já estão endividadas e, neste caso, a autorização da folha de pagamento de empréstimo Brasil Aid ou BCP, seria uma ferramenta benéfica capaz de ajudar essas pessoas a se reorganizarem financeiramente, sem ter que pagar taxas de juros exorbitantes.


"Quando jogamos a remessa, o risco bancário cai. E aí o cidadão pode pegar dinheiro mais barato, pois estamos dando a garantia que vai descontar na folha", justificou o ministro.

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