Presidente Bolsonaro anuncia novo formato de seleção para novos inscritos do programa Bolsa Família com criação do sistema digital

Imagem: Reprodução/Google

Na última quinta-feira, 13, o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou um novo formato de seleção do Bolsa Família. Muito em breve, as inscrições devem ser feitas por um aplicativo, e não precisarão passar pelas prefeituras. 


Até então, a inscrição para o programa de transferência de renda era baseada nos dados fornecidos no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. Através da presença de um familiar responsável em um posto de atendimento social na cidade.
 


No entanto, o novo formato que faz parte da proposta de reformulação do Bolsa Família deve ser disponibilizado em breve.


"A edição do novo Bolsa Família está quase pronta. E mais, em breve a inclusão no Bolsa Família não estará mais à procura de prefeituras no Brasil. Será feito através de um aplicativo", disse o presidente. 


O anúncio sobre o novo sistema de registro do Bolsa Família foi feito em meio à declaração de Bolsonaro sobre a intenção de elevar o valor médio do programa para R$ 250. A expectativa é que todas as novidades sobre o Bolsa Família sejam lançadas entre os meses de agosto e setembro. 


Embora o presidente esteja entusiasmado com a notícia, especialistas vão contra a proposta de Bolsonaro porque acreditam que não é a melhor alternativa. Isso porque parte da população em situação de vulnerabilidade social, a que mais precisa do benefício, não poderá acessar o sistema.


Na ocasião, a ex-secretária Nacional de Renda e Cidadania, Letícia Bartholo, ressaltou que a medida vai em troca da premissa de combate à pobreza. Além disso, a ação consiste em uma parceria entre as níveis federal, estadual e municipal.
 

"O governo esquece que as famílias não vão simplesmente se cadastrar, elas entram em um centro de referência de assistência social, que é a porta de entrada do Estado, que vai avaliar as necessidades da família, incluindo dificuldades habitacionais, situações de violência. Transformar tudo em um aplicativo é afastar ainda mais o Estado da população mais pobre", disse. 


Assim, embora a tecnologia possa ser vista como algo benéfico, por outro lado, pode limitar a participação dos municípios. O superintendente do Instituto Unibanco e um dos criadores do Bolsa Família, Ricardo Henriques, também se posicionou sobre o tema. 


Segundo ele, o Governo Federal deve se preocupar e focar na integração do cadastro e na otimização da coordenação dos serviços relacionados ao cadastro. Esse problema poderia ser resolvido por meio da unificação da identificação desse público, seja pelo CPF ou pelo Número de Identificação Social (NIS) do PIS/Pasep. 


Ambas as propostas poderiam ser analisadas pelo setor de saúde, assistência social e transporte. Dessa forma, atualizar o cadastro em formato virtual não seria um problema.

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