Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), autorizou um reajuste que promove um aumento de 4,67% na conta de luz dos consumidores.

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira, 9, um reajuste que promove um aumento de 4,67% na conta de luz dos clientes residenciais leves. O novo percentual que é resultado do aumento dos custos relacionados à compra de energia e do dólar, será aplicado a partir da próxima segunda-feira, 15.


Vale dizer que os clientes residenciais não foram os únicos afetados, pois espera-se que os consumidores industriais de alta tensão tenham uma taxa ainda maior, neste caso 11,83%.


Esses ajustes são baseados em uma variedade de questões, como a alta do dólar, como mencionado anteriormente, além dos custos devido ao aumento da geração de energia por meio de usinas térmicas, devido à escassez de chuvas. É por isso que a previsão do mercado é que o ajuste médio em todo o país gire em torno de 15%. 


Enfatizando que fatores como esses colocaram a tarifa da Light como a terceira mais cara do Brasil, conforme apurado pela ANEEL. Nesse sentido, o diretor-geral da agência, André Pepitone, disse que se nenhuma ação for tomada, já a partir deste mês de março, as contas de luz de todo o Brasil sofrerão com o impacto de uma alta na marca de 13% ao longo do ano.
 

Voltando às razões que resultam no aumento das tarifas de energia, é preciso considerar que a falta de chuvas ao longo do nível reduzido nos reservatórios das usinas hidrelétricas em 2020, foram fatores que contribuíram significativamente para o resultado apresentado hoje. 


Isso porque, com a escassez no período chuvoso, foi necessário acionar um número maior de usinas térmicas, que têm um custo muito maior do que as hidrelétricas. Para garantir o fornecimento de energia, mas que, como resultado, gerou uma parcela que deve ser paga agora em 2021.


Outro ponto a ser considerado diz respeito ao aumento do valor repassado às empresas de transmissão de energia elétrica. Além disso, utilizando apenas os subsídios cobrados em programas governamentais antes do setor elétrico.


Como a Luz para Todos e o desconto nas tarifas para os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), os consumidores de todo o país tiveram que pagar cerca de R$ 20 bilhões pelas contas de luz em 2020.
 


Em meio a todos os impactos da pandemia, o Covid-19, que também é um fator que deve ser mencionado quando se trata do aumento da tarifa de energia, é importante lembrar a linha de crédito denominada "Conta-Covid", realizada no último ano na tentativa de auxiliar na compensação da quitação.


Esse empréstimo foi adotado especialmente pelas distribuidoras de energia elétrica por meio de um consórcio promovido por instituições bancárias, ajudando a mitigar a alta no índice mencionado. Lembrando que os valores atribuídos às contas começarão a ser pagos em breve.
 


Em meio a todos esses processos, a ANEEL iniciou a devolução dos recursos que foram arrecadados com os consumidores devido à isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). 


Por fim, é importante ressaltar que na tarifa de energia da Light, 32,1% são equivalentes aos impostos, sendo os outros 31,9% provenientes da compra de energia, e os 11,3% restantes sobre os encargos. Dessa forma, o distribuidor é responsável por 15,2% da receita. 

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