Com a caída em ações, Petrobras perde R$ 75 bilhões em valor do mercado.

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A petrolífera encolheu mais de R$ 100 bilhões desde sexta-feira, quando Bolsonaro anunciou a substituição do chefe do Executivo.

As ações da companhia caíram mais de 20% nesta segunda-feira na Bolsa brasileira; a piora do mercado se espalhou para outras empresas estatais.


Com a forte queda no preço das ações na segunda-feira (22), a Petrobras perdeu bilhões em valor de mercado. Segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica, a estatal encolheu R$ 74,2 bilhões no pregão de hoje.


Foi a segunda maior queda diária no valor de mercado da Petrobras desde o início do plano Real.


Na sexta-feira (19), antes mesmo do anúncio do presidente Jair Bolsonaro da nomeação de um novo chefe do Executivo para a Petrobras, o estado já havia visto seu valor na Bolsa encolher R$ 28 bilhões.


Com o derretimento das ações da Petrobras na segunda-feira, a perda de valor de mercado em duas sessões ultrapassou R$ 100 bilhões.


Na noite de sexta-feira, Bolsonaro anunciou a nomeação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco, gerando muitas críticas. Para que a troca na presidência da Petrobras seja concretizada, a indicação ainda precisa do aval do Conselho de Administração da Petrobras, que tem reunião marcada para esta terça-feira (23).


O levantamento da Economatica desta segunda considera o valor de fechamento dos papéis. As ações ordinárias (PETR3) caíram 20,48% (R$ 21,55) e as preferenciais (PETR4) caíram 21,51% (R$ 21,45). Clique aqui para ver aspas.

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A Petrobras foi avaliada nesta segunda-feira na bolsa em R$ 280,5 bilhões, contra R$ 382,9 bilhões no fechamento da última quinta-feira (18), voltando ao menor patamar desde novembro de 2020. No início do governo Bolsonaro, valia R$ 316 bilhões na bolsa. Em maio de 2008, valia R$ 510 bilhões.


Segundo a Economista, a maior queda diária já registrada no valor de mercado da Petrobras foi registrada em 9 de março do ano passado, na esteira da queda nos preços internacionais do petróleo, quando a estatal perdeu R$ 91,1 bilhões.


A deterioração dos ativos também atingiu outras empresas estatais. Na segunda-feira, o valor de mercado do Banco do Brasil encolheu R$ 10,8 bilhões, e a Eletrobras diminuiu em R$ 280 milhões.


Repercussão negativa

A decisão de Bolsonaro de mudar o comando da Petrobras teve impacto negativo sobre os investidores, com vários analistas cortando a recomendação dos papéis, além de reduzir os preços-alvo.


A XP Investimentos, por exemplo, cortou a recomendação para os papéis da Petrobras de "neutra" para "venda" no domingo, em relatório sob o título "Não há mais como defender".


"As recentes declarações do presidente acendem uma enorme luz amarela – se não vermelha para o cenário político local", disse o estrategista da Tag Investimentos Dan Kawa em comunicado a clientes.


Para a equipe de ativos mirae, a decisão de Bolsonaro "tende a comprometer a venda dos ativos da empresa, que vinha tendo um desempenho positivo".


As ações da estatal Eletrobras e do Banco do Brasil também caíram acentuadamente na B3 nesta segunda-feira.


"O momento político no Brasil não é dos melhores diante de tantas urgências que temos, reformas a serem aprovadas, austeridade fiscal e controle dos gastos públicos. Atualmente, o país está mais endividado. Tudo isso em meio a uma pandemia que ainda não se foi", disse Rafael Panonko, analista-chefe da Toro Investimentos.

Fonte:G1

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