Extensão do auxílio emergencial pode virar realidade? Secretário do Tesouro responde!

Imagem: Google

Na última terça-feira (24), o secretario do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, declarou que o espaço existente para o financiamento da extensão do auxílio emergencial é “praticamente zero”, ou seja, “muito reduzido”.


Funchal participou ontem (24) da audiência pública na Comissão Mista que discute as ações do governo diante da pandemia de Covid-19.


No evento o secretário afirmou que não há espaço no Orçamento para a prorrogação do auxílio emergencial.


Porém, destacou que o pagamento realizado durante este ano contribuiu para a formação de poupança que deve ajudar no início do próximo ano. Com isso, o povo brasileiro entrará em 2021 com um pouco mais de segurança de manter os gastos da família durante os primeiro trimestre.


“Quando a gente olha o resultado proporcionado pelo auxílio em termos de formação de poupança, você vê que tem ainda, por conta do volume do auxílio, uma poupança das famílias que foi formada, que pode ajudar no início do ano que vem”, disse Funchal.


Além disso, o secretário lembrou que as famílias mais pobres, ou seja, as mais vulneráveis economicamente e que, por consequência, tendem a sofrer mais com os impactos da pandemia, já são contempladas pelo Bolsa Família que não deixará de existir em 2021.


“Mesmo que ela seja assimétrica, ou seja, as famílias mais pobres usaram mais a poupança, provavelmente essas famílias já vão aterrissar no bolsa família. E tem todo o critério de elegibilidade do Bolsa Família”, afirmou Funchal.


Durante a audiência, os deputados e senadores cobraram do governo a prorrogação do auxílio emergencial ou a criação de um outro programa de transferência de renda capaz de contemplar toda a população que hoje faz parte do auxílio.


Seria uma tragédia se a partir de janeiro as forças políticas e a economia não encontrarem uma forma de permanecer um auxílio financeiro. É fundamental esse conceito permanecer, vamos encontrar as formas dentro da responsabilidade fiscal”, afirmou o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).


Para Funchal, “À medida que está reduzindo auxílio e aterrissando no Bolsa Família, a economia vai retomando, e é importante uma rampa de acesso, que permita que se tenha uma evolução, mobilidade social, ainda dentro da necessidade de transferência, e indo para o mercado de trabalho. Mas uma agenda importante é da desoneração da folha que vai permitir redução da informalidade”.

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