Bolsa Família 2021: O que vai acontecer com o fim do auxílio emergencial e Renda Cidadã?

Imagem: Google

O presidente Jair Bolsonaro já disse que o auxílio emergencial, concedido pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, não será prorrogado até 2021, nem o programa social Renda Cidadã deixará o papel.
Com tanta negação, espera-se que as famílias da faixa de pobreza e extrema pobreza sejam atendidas por um Bolsa Família "turbinado".


O presidente Jair Bolsonaro já havia decidido que o auxílio emergencial não seria prorrogado até 2021, mesmo que mantivesse as parcelas em R$ 300. Em nota pública, ele disse reconhecer que o valor é baixo para as famílias, mas, segundo ele, "é demais para o Brasil".


Por causa do apagão no Amapá, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitou que o auxílio fosse estendido pelo menos neste estado, que está em crise. O presidente, no entanto, ainda não respondeu ao pedido de Davi.


Renda cidadã é cartão fora do baralho

As expectativas, então, eram colocadas no Renda Cidadã, programa social que precisava de aprovação no Congresso Nacional e na presidência para substituir o Bolsa Família, criado no governo Lula.


A equipe bolsonarista também havia declarado que Renda chegaria para aumentar o número de famílias contempladas pelo programa, aumentar o valor médio do benefício, além de buscar uma nova forma de investimento.


Os últimos meses foram reuniões com diversas autoridades, como Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Paulo Guedes, ministro da Economia. Tais reuniões, no entanto, não foram um sucesso.


Eles sugerem pressupostos de financiamento tirando recursos da educação, da liberdade condicional e cortando "o salários", por exemplo.


Ao vir à frente, nenhuma das alternativas foi aprovada e, em seguida, foi imediatamente descartada pelo governo. Sem propostas de investimento, tudo indica que o presidente desistiu de tirar os rendimentos do papel.


Para muitos, a decisão foi uma surpresa, já que já estava clara a intenção de Bolsonaro: usar o programa como carro-chefe em sua possível candidatura à presidência.


Quanto ao aumento do valor médio do benefício, a intenção de Bolsonaro é chegar a R$ 300, o valor das parcelas extras do auxílio emergencial.


Agenda do programa Renda Cidadã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que o aumento só poderia acontecer se outros projetos sociais, como o abono salarial e o próprio auxílio fossem cortados. Então haveria uma transferência de recursos.


Uma vez que a Renda cidadã não é efetiva, a expectativa das famílias mais pobres é que esses recursos sejam repassados ao Bolsa Família.


Por isso, eles falam em um "Bolsa Família Turbinado" – que faz sentido diante do planejamento do governo federal. Só queria saber se Bolsonaro vai dar o braço para torcer e investir no projeto criado por Luis Inácio Lula da Silva.


Para 2021, o Bolsa Família tem orçamento estimado em R$ 34,8 bilhões, de acordo com o número de famílias que o programa já atende.
Para aumentar essa cobertura - um desejo já declarado pelo presidente, seria necessário aumentar o orçamento.


Conflito de Renda

Vale lembrar que não é de hoje que um novo "projeto social de Bolsonaro" se torna um impasse no governo. Antes da Renda Cidadã, ainda em julho, falamos sobre Renda Brasil. Assim como o outro, o objetivo era aumentar o número de beneficiários e o valor do mesmo.


No mês seguinte, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o programa seria lançado em um evento no Palácio do Planalto – o que nunca aconteceu.


Em setembro, o presidente interveio e disse que não colocaria fim ao abono salarial para financiar o Brasil Renda. Sua última decisão, então, foi vetar o Renda Brasil, ainda em setembro.


Já na última semana do mesmo mês, mais precisamente no dia 23, o assunto veio à tona quando parlamentares convenceram Bolsonaro a criar renda cidadã, ainda sem fonte de financiamento. Depois de dezenas de reuniões e críticas, o governo recua novamente da ideia.

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