Presidente Bolsonaro NEGA aumento do salário mínimo para 2021 após aperto no orçamento.

Imagem: Google

Nesta quinta-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro admitiu que o valor do salário mínimo que hoje é de R$ 1.045, essa baixa, mas disse que não pode aumentar.

Uma vez que o ajuste afetaria diretamente os gastos do governo com a Previdência Social. O presidente elogiou a reforma trabalhista, aprovada durante o governo de Michel Temer, seu antecessor.


"Muita gente reclama [da reforma], 'o cara tirou os direitos'. Ninguém tirou o direito de ninguém, mas eles não conseguiram [a legislação] também. Até falei com o Paulo Guedes [ministro da Economia] de novo... Foi um ano difícil. Muita gente reclama, certo? O salário mínimo é baixo. Reconheço que é baixo, mas não há como aumentá-lo", disse.


Bolsonaro disse que seu governo quer criar o programa "Minha Primeira Empresa", que visa incentivar o empreendedorismo no Brasil. Por isso, o presidente disse que "aqueles que reclamarem terão a chance de montar sua empresa".


"Não há outro lugar para obter dinheiro. Então o governo vai dar uma fórmula, alguma ajuda, e o cidadão pode deixar de ser empregado, procurar emprego, e montar sua própria empresa", completou o presidente.


Aumento em 2021

Em agosto, o governo enviou ao Congresso uma proposta para que o salário mínimo em 2021 fosse de R$ 1.067, para que o piso não tivesse aumento real pelo segundo ano consecutivo. Esta projeção faz parte do Projeto de Lei Orçamentária Anual.


O aumento seria de R$ 22, devendo ser reajustado apenas na inflação projetada para o ano de 2020, medida definida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor de cerca de 2,09%. 


Isso significa que o salário mínimo ficará sem aumento real por cerca de dois anos. Com essa projeção, o valor do próximo ano será menor do que o apresentado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias.


Em abril, quando o governo enviou a proposta ao Congresso, estimou que o piso salarial era de R$ 1.079, devido à projeção de 3,29% para o INPC na época.


Ainda assim, este mês, com a variação da inflação para 4,1% o piso nacional pode subir para um novo recorde. Chegando a R$1.087,04.

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