Renda Cidadã será publicado até Dezembro; Veja detalhes das Novas Regras.


O programa Renda Cidadã, que chega para substituir o programa social Bolsa Família, criado no governo Lula, deve ser anunciado oficialmente até dezembro deste ano.
A informação veio do senador e relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, Márcio Bittar (MDB-AC).


Bittar disse ainda que o valor oferecido será entre a marca de R$ 200 a R$ 300, sem ultrapassar o teto de gastos do governo destinado a financiar o programa – o que não é muita novidade.


Afinal, o atual presidente Jair Bolsonaro já havia informado que planejava aumentar o valor médio que é oferecido pelo Bolsa Família (cerca de R$ 190) e se aproximar do valor oferecido pelas parcelas extras do auxílio emergencial concedidas pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, avaliado em R$ 300.


Vale lembrar que ele também disse que não haveria possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial para o próximo ano e que o valor investido, mesmo que seja pouco para as famílias, "é demais para o Brasil".


Ainda em relação ao Rendimento do Cidadão, em relação ao Bolsa Família, deve haver um aumento de R$ 25 bilhões no orçamento.


"O valor (do benefício individual) será menor. Será entre R$ 200 e R$ 300 neste primeiro momento. Para isso, tivemos que encontrar uma nova solução orçamentária, mas não vamos manter o teto. Neste debate, foi pensada uma nova solução de teto extra. No entanto, não foi o ideal e a equipe econômica encontrou uma solução", disse Márcio Bittar sobre a possibilidade de elevar o valor periodicamente.


Atualmente, a atenção do governo federal está voltada para as eleições municipais e candidaturas de prefeitos e vereadores. Ao final deles, espera-se que a Renda Cidadã seja o principal tema de discussão do governo.


O ministro da Economia, Paulo Guedes, é de poucas palavras quando se trata da substituição do Bolsa Família. Na pauta, ele garantiu que manterá o compromisso de limitar os gastos públicos abaixo do teto esperado.


"Se não conseguirmos espaço para fazer um programa melhor, vamos voltar para o Bolsa Família. É melhor voltar para o Bolsa Família do que tentar um movimento louco e insustentável", disse o ministro da Economia.