Amazon aposta no Prime Day na América Latina para enfrentar rivais locais.

                                    Imagem: Reprodução / Google                                    


As vendas totais da Amazon.com subiram durante a pandemia do coronavírus, mas na América Latina a maior varejista online do mundo está enfrentando uma disputa com rivais locais ao lançar seu Prime Day no México e, pela primeira vez, no Brasil.


Durante o evento anual de compras hoje (13) e amanhã (14) cobrindo 19 países, a empresa mostrará novamente os descontos e frete grátis que vêm junto com o serviço pago Prime – uma estratégia que tem ajudado a Amazon a atrair novos compradores em todo o mundo.


 

Mesmo assim, analistas dizem que a Amazon enfrenta uma batalha difícil nas duas principais economias da América Latina, onde o sucesso ou o fracasso estabelecerão a barreira para que ela vença o resto da região.



"A Amazônia na América Latina não é o monstro que é nos Estados Unidos", disse Marcos Pueyrredon, presidente do Instituto de Comércio Eletrônico com sede em Buenos Aires.



A Amazon não divulga dados de vendas específicos do país, mas as estatísticas de tráfego do site sugerem que a Amazon está lutando para acompanhar o Mercado Livre.



No México, onde a Amazon lançou seu mercado em 2015, ficou em segundo lugar atrás do Mercado Livre para a maioria dos visitantes únicos em agosto, de acordo com a empresa de análise de mídia ComScore.



No Brasil, mercado mais fragmentado ao qual a Amazon aderiu em 2017, a empresa ficou em quinto lugar, atrás do Mercado Livre e de e-commerce locais, como Magazine Luiza, B2W e Via Varejo.



Gloria Canales, chefe de marketing da Amazon no México, disse que a empresa está satisfeita com o crescimento do país e continuará investindo.



"Nos esforçamos todos os dias para adicionar seleção, melhorar as taxas de envio, melhorar nossos métodos de pagamento. Estamos confiantes de que isso é o que nos faz ter sucesso."



Não é que a Amazon, que em julho registrou o maior lucro em seus 26 anos de história, não possa se dar ao luxo de jogar o jogo longo.



O Prime, que no México cobra aos usuários 99 pesos (US$ 4,67) por mês ou 899 pesos (US$ 42,38) por ano e oferece uma série de músicas, jogos e televisão original, juntamente com frete grátis, "tem sido um dos maiores motores de crescimento que tivemos no país", disse ela.



A tempo do Prime Day, a Amazon abriu recentemente seus primeiros call centers fora da área da Cidade do México, um em Guadalajara e outro em Monterrey.



Esses enormes centros de distribuição com estoques de produtos essenciais ajudarão a acelerar o transporte para mais regiões.



No Brasil, onde o Prime custa US$ 9,90 (US$ 1,79) por mês ou US$ 89 (US$ 16,09) por ano, a Amazon começou a oferecer o serviço há apenas um ano. Desde então, viu o crescimento mais rápido de assinaturas em qualquer mercado Prime, com membros agora em 95% dos municípios, disse a Amazon em comunicado.



No entanto, o Prime por si só pode não ser suficiente para impulsionar o avanço da Amazon, disse Gene Munster, sócio-gerente da Loup Ventures, apontando o inventário e a distribuição como duas áreas-chave nas quais a Amazon precisa melhorar.



"Está definitivamente crescendo", disse ele sobre o programa Prime. "Mas não é uma questão de crescer, mas de tentar acompanhar o Mercado Livre."



Isso pode ser desafiador, apesar do fato de que o líder local não tem um programa de vantagem de membros de nível nobre. Somando-se à vantagem do Mercado Livre desde sua fundação, em 1999, a empresa possui uma ampla base de vendedores e entende o território local.

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