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segunda-feira, julho 22, 2024

POLÊMICA; Sangue RARO é encontrado em Três brasileiros

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Aqueles que pensam que os grupos sanguíneos se resumem a A, B, AB, O, positivo e negativo, estão definitivamente enganados. Embora seja dos escritos do sistema conhecido como ABO e, de fato, seja o mais comum e, portanto, o mais conhecido pela população em geral, há muito mais nele.

E não estamos falando de adivinhar. Esta é uma pesquisa da Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue (ISBT), que já conseguiu identificar pelo menos 43 regimes que descrevem mais de 373 antígenos sanguíneos diferentes. No entanto, este número não é definitivo. A sua diferenciação está, acima de tudo, nas proteínas que os compõem. Saiba mais abaixo.

Sangue raro descoberto

Existem vários antígenos já conhecidos e, entre eles, alguns deles são extremamente raros. É o caso, por exemplo, da kell-null, também chamada de sangue com o fenótipo de Bombaim. Inicialmente, esse tipo de fenótipo foi encontrado em maior número em populações de países como Reino Unido, Finlândia e Japão.

De acordo com o Registro Nacional de Sangue Raro (CNSR), gerido pelo Ministério da Saúde, há apenas três pessoas com esse tipo sanguíneo cadastradas no sistema. O registro surgiu como base para o registro do número de doadores de sangue considerados raros nos hemocentros públicos brasileiros. Dessa forma, serve para localizá-lo caso haja necessidade de doação.

Quando se trata do fenótipo de Bombaim, sua raridade é justificada porque não contém o antígeno H nos glóbulos vermelhos. Assim, pacientes com esse tipo de “modificação” nas células sanguíneas podem receber uma doação apenas de pessoas que tenham o mesmo tipo sanguíneo, no entanto, que tenham a mesma “modificação”.

Este grupo sanguíneo – também chamado de “pseudo-O” – não possui antígeno ABO em sua composição, nem H.

Como reconhecer sangue raro?

Todo o sangue doado nos hemocentros brasileiros passa por uma análise detalhada. É justamente por meio dessa análise que suas propriedades são elevadas. Somente após cada investigação, que descreve completamente as propriedades desse sangue doado (ou seja, proteínas, carboidratos, anticorpos e fenotipagem), ele será enviado para transfusão de sangue. E é que todo esse processo leva cerca de 24 horas.

Doe sangue!
Acredite ou não: doar um sangue pode ajudar a salvar até quatro vidas. Daí essa importância – e necessidade. De acordo com o Ministério da Saúde, as bolsas são direcionadas a alguns pacientes, especialmente aqueles que se submetem a intervenções médicas grandes e complexas, como:

  • Transfusões;
  • Transplante;
  • Procedimentos oncológicos; e
  • Outras cirurgias.

Além disso, o sangue doado também pode ajudar pacientes com doenças crônicas graves a se recuperarem – como a doença falciforme e a talassemia.

Diante disso, além de manter estoque suficiente para atender a todos os pacientes que dele necessitam, quanto mais pessoas quiserem ser doadoras, maior a probabilidade de ajudar os outros, bem como maior a probabilidade de encontrar pessoas com esses fenótipos raros. Afinal, eles também precisam disso. Portanto, quanto mais pessoas tiverem sangue raro detectado, maiores as chances de salvar o paciente com essa peculiaridade – e os necessitados.