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sexta-feira, abril 19, 2024
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O que é a doença (Demência frontotemporal), que afetou uns dos maiores atores de cinema Bruce Willis?

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O ator Bruce Willis foi diagnosticado com demência frontotemporal (DFT), uma doença que causa mudanças comportamentais, comprometimento da linguagem e também pode eventualmente levar a distúrbios de memória, afetando a capacidade de planejar e executar certas tarefas.

O anúncio veio por meio de um comunicado da família postado nas redes sociais nesta semana.

Estrela de filmes como Difícil de Matar, O Sexto Sentido e O Quinto Elemento, Bruce Willis anunciou sua aposentadoria no ano passado devido a um diagnóstico de afasia, que, na verdade, é um sintoma de DFT. O transtorno afeta a capacidade de se comunicar e já se tornou um obstáculo para o ator.

De acordo com a Dra. Rosemary Moreno, neurologista do HCOR, a demência frontotemporal refere-se à fraqueza e perda de células nervosas nos lobos frontal e temporal, responsáveis por controlar o julgamento crítico e a linguagem.

A diferença para a doença de Alzheimer
Segundo o médico, a DFT é relativamente rara, equivalente a 10% a 15% da demência, além de começar cedo, entre 45 e 65 anos, em comparação com a doença de Alzheimer, por exemplo, que começa a partir dos 65 anos.

Embora ambas sejam doenças neurológicas, existem diferenças entre elas. De acordo com o neurologista, enquanto a doença de Alzheimer é causada pela perda de células nervosas em áreas de memória – com o comprometimento da linguagem ocorre tardiamente – a DFT começa a danificar os lobos frontal e temporal.

Assim, na demência frontotemporal, o principal sintoma é a aflocidade e as alterações comportamentais, e a memória, nos estágios iniciais, ainda é preservada.

“A demência frontotemporal é caracterizada pela modificação da personalidade, com fala e comportamentos inadequados, como inibição sexual e agressão. A linguagem, em versão ou compreensão, torna-se pobre e vazia”, diz Rosemary Moreno.

A mudança comportamental, segundo o Dr. Fernando Frroa, neurologista da BP – Benevolência Portuguesa de São Paulo, pode fazer com que o paciente atinja um de dois extremos: a pessoa pode ter embotamento emocional, ficar mais retraída e isolada, ou tornar-se mais desenfreada.

“Os sintomas aparecem de acordo com a área do cérebro em risco”, explica Froy.

A DFT tem cura?

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Como outros tipos de demência, a DFT não tem cura.

Embora a grande maioria dos casos de demência frontotemporal ocorra esporadicamente, eles têm um fator genético mais importante do que, por exemplo, a doença de Alzheimer. Ou seja, pode se manifestar em mais membros de uma mesma família.

“Não há tratamento específico para a doença e ela está progredindo rapidamente, mas a terapia fonoaudiológica para suporte linguístico e cognitivo é indicada nos estágios iniciais. O tratamento médico é direcionado para controlar os sintomas comportamentais da doença, não a sua causa”, explica o médico do Hcor.

Também não há como prevenir a demência, mas é possível tomar algumas medidas para tentar reduzir a incidência de doenças, como adotar hábitos saudáveis, evitar alimentos ultraprocessados e praticar atividades físicas.

Além disso, segundo o neurologista, alguns marcadores genéticos da doença estão relacionados a fatores ambientais, como tabagismo e abuso de álcool.

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