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segunda-feira, julho 22, 2024

Trabalhador pode obter um aumento de R$ 1400 em 10 anos com revisão do FGTS

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O Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) é um recurso muito importante para proteger os brasileiros em situações como separação, casa própria e desastres naturais. Todos os meses, o empregador deposita 8% do salário do empregado para compensar essas ações.

Para quem ganha um salário mínimo mensal, atualmente R$ 1.302, esse grupo corresponde a R$ 104,16 por mês. O problema é que o saldo tem sido corroído pela inflação anualmente, uma vez que a taxa usada para corrigi-lo não é suficiente para cobrir a variação inflacionária.

Com base nesse argumento, o Partido Solidariedade ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a revisão do FGTS. O atalho quer substituir o preço de referência (TR), próximo de zero, como indicador para corrigir o saldo do fundo. O FGTS é corrigido hoje em 3% ao ano + TR.

Proposta de decisão

O julgamento do caso começou em 20 de abril e deve continuar na próxima quinta-feira, 27 de abril. Na primeira rodada de discussões, o ministro Luis Roberto Barroso, relator do processo, defendeu a troca de TR do indicador utilizado para corrigir a poupança.=No entanto, não prevê retroatividade. Assim, os recursos depositados nas contas dos trabalhadores a partir da decisão judicial serão atualizados em 6,17% ao ano, mas a decisão não terá impacto sobre os valores anteriores.

Aumento de R$1400

De acordo com os cálculos do assessor de investimentos Michael Ferriato, um trabalhador que recebe o salário mínimo (R$ 1.302) hoje pode acumular, ao final de 10 anos, R$ 15.031 em contas do FGTS. Adotando o índice de poupança proposto pelo ministro Barroso, o valor chegará a R$ 16.413 uma década depois.

A diferença é de cerca de R$ 1.400 a mais na conta dos brasileiros, ou 9,2% maior que a renda atual.

Diante do efeito inflacionário, se o fundo for revisado pela inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o valor acumulado chegará a R$ 16.928 no mesmo período. Nesse caso, a diferença seria de R$ 1.900, ou 12,6% maior que o rendimento atual do FGTS.

“O valor aplicado no FGTS, que será uma poupança quando o trabalhador passar por um momento desfavorável de desemprego, acaba sendo uma penalidade, pois quanto mais tempo ele trabalha no trabalho, mais valioso é o seu dinheiro, pois o aplicativo no FGTS perde até a inflação”, diz Ferriato.

Para um especialista, a troca é justa. “É justo que o mesmo salário seja dado a um trabalhador que não tem opção de investir no FGTS”, acrescenta.