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domingo, abril 14, 2024
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Presidente Lula é acusado de pedalada fiscal após corte artificial em gastos do INSS

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Governo alterou um dado nas contas para reduzir a previsão de gastos com a Previdência Social de forma artificial.
Imagem: Reprodução/Google

O governo Lula (PT) ajustou dados do orçamento de 2023 para reduzir artificialmente as projeções de gastos com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O objetivo do pedal financeiro era evitar um aumento repentino de gastos no início da nova gestão, segundo informações da Folha de S. Paulo.

Um documento mostra que a SPE (Secretaria de Política Econômica), órgão do Ministério da Fazenda, reduziu o salário mínimo poucos dias após a conclusão da primeira versão em um valor maior, em R$ 1.320. O presidente prometeu o valor e ele entrará em vigor em maio.

Alteração nos cálculos

Ao manter o salário mínimo no valor atual de R$ 1.320, o governo conseguiu reduzir artificialmente R$ 7,7 bilhões em gastos com benefícios previdenciários. Assim, foi possível reduzir o déficit estimado para 2023 e evitar a prevenção de outros gastos.

O RGPS (Sistema Geral de Previdência Social), órgão do Ministério da Previdência responsável pelas contas com benefícios do INSS, alertou contra manobras. O RGPS indicou que os dados seriam inconsistentes com a trajetória de gastos para os anos seguintes, pois foram estimados em uma base mínima de R$ 1.302.“É necessário e oportuno observar que os dados referentes ao período de 2024 a 2027 apresentados na referida nota técnica não correspondem aos dados de 2023 aqui enviados, uma vez que a série de gastos previdenciários está encadeada e a previsão foi elaborada com base na rede de parâmetros SPE/MF de 03/10/2023 que, para 2023, oferece um salário mínimo de R$ 1.320,00”, diz a nota informativa assinada em 21 de março.

A fazenda se pronuncia

De acordo com o Ministério das Finanças, a Comissão Técnica de Gestão Orçamental e Financeira (CTGOF) e o JEO (Conselho de Execução Orçamentária) entenderam que o valor do salário mínimo após a atualização não deveria ser incluído na rede de parâmetros antes da formalização do aumento.

O ministério também negou que a emenda vise evitar um congelamento de gastos. “A mudança ocorreu por razões puramente técnicas, refletindo a posição da JEO, e destina-se apenas a seguir o protocolo padrão”, disse o comunicado.

Especialistas acreditam que os gastos com o INSS têm sido subestimados e devem ultrapassar em cerca de R$ 13 bilhões R$ 825,2 bilhões projetados pelo governo para 2023. No entanto, o valor pode ser menor porque a demanda por barragens, ou seja, a lista de espera, cresceu muito desde o final do ano passado.

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