Casal compra casa que inspirou o filme ‘O Exorcista’ sem saber

 

Imagem: Reprodução/Google


Para muitos, fãs do clássico de 1973 'O Exorcista', seria uma experiência rica passar pelo menos uma noite na casa que inspirou um dos filmes mais aterrorizantes da história do cinema. No entanto, para outros, isso seria assustador ou não faria qualquer diferença, que é o caso de Danielle Witt e Ben Rockey-Harris.


O casal, sem saber, comprou a casa que inspirou o pioneiro 'Exorcista'. De acordo com os compradores, eles estavam lutando para encontrar uma propriedade "boa e acessível" em Cottage City, Maryland, EUA, e quando viram a casa, logo apresentaram uma oferta, que foi aceita em poucos dias pela imobiliária.



"Eu fiz um monte de pesquisa, olhei para havia convênios. Encontrei a empresa que fez o baralho lá atrás. Achei sua licença para isso. A única coisa que eu não pesquisei foi sobre o bairro de Cottage City em si", disse Danielle Witt à NPR.


"Honestamente, a primeira coisa que pensei foi: 'Isso vai diminuir nosso valor de revenda.' Sabe, às vezes você tem que pensar sobre isso. E também, eu não tinha ideia de que isso era baseado em uma história real", disse o comprador.



"Demônios não estão ligados ao local [...] E honestamente, minha casa tem chances de possessão demoníaca que são tão iguais quanto a casa de qualquer outra pessoa. Para mim, essa sempre foi a parte mais assustadora do filme, pode acontecer com qualquer um."


Imagem: Reprodução/Google



No entanto, para Harris, seu marido, um desenvolvedor de software e ateu, a preocupação e o medo estão totalmente focados na revenda da casa, já que com a chegada da pandemia Covid-19, a escalada dos preços dos imóveis em Washington, bem como em outras partes dos EUA, gerou uma crise no mercado – como um filme de terror – onde as pessoas desistiram do sonho da casa própria e,   consequentemente, outros desistiram de vender – devido à falta de compradores.


 A casa de 'O Exorcista'

Segundo a Folha de São Paulo, a casa em questão era a residência de um garoto de 14 anos que estava possuído por um demônio em 1949. O caso chamou a atenção da imprensa e de William Peter Blatty, que escreveu um livro em 1971 sobre história. Mais tarde, em 1973, William Friedkin adaptou o trabalho para o filme, que ainda é uma das franquias mais amadas do gênero terror.


De acordo com a história, a abertura à posse teria acontecido depois que o garoto tentou entrar em contato com um tio falecido através de uma tábua Ouija. Na época, o menino, que era católico, foi levado para hospitais – além de retratar o filme – mas sem melhoras.


Segundo relatos, os quartos da casa estavam gelados, os móveis caíram e o menino começou, após a suposta posse, a falar latim – um dos requisitos para a conclusão de que há uma posse em andamento (falando uma língua que você não conhece ou estudou). Ao todo, foram 30 tentativas de exorcismo até que o garoto foi solto.


A evidência no caso está nos relatos dos padres que participaram dos rituais e também nos diários documentados feitos tanto na Universidade de Georgetown quanto na Universidade de St. Louis.


Um dos jornais que mais trabalhou para acompanhar o caso foi o The Washington Post, que contou com as contas de Luther Miles Schulze, o primeiro pastor a conhecer o menino. O veículo até estampou a maleta na capa do jornal, incluindo quando o menino foi solto


Para os novos proprietários da residência, "embora a criatura má fosse real, ela saiu com seu anfitrião", disse Harris. Outras preocupações, no entanto, atormentam o casal, que agora está experimentando como é viver em um lugar, de certa forma, turístico, e que atrai muitos curiosos.


No entanto, para entrar na onda, melhorar a visita dos curiosos e, assustar os vizinhos, o desenvolvedor adicionou à sua rede Wi-Fi o nome de "Pazuzu" – o nome do demônio de 'O Exorcista'. Corajoso ou abusado? Aí está o questionamento!

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