Veja O que pode deixar o IPVA mais caro em 2022; Veja o que levar em consideração

Imagem: Reprodução/Google

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) deverá ficar mais caro em 2022 devido ao aumento dos preços dos carros novos, seminobas e usados no país. O imposto é calculado com base no valor dos veículos medidos pela tabela da Fundação instituto de pesquisa econômica (Fipe).


O valor do IPVA é calculado com base na tabela Fipe que mostra o valor venal dos veículos, de acordo com os dados coletados entre fevereiro e julho do ano base. Portanto, a cada ano a tabela é reajustada.


Assim, o IPVA é calculado dividindo o preço médio do veículo (de acordo com a tabela Fipe) e a taxa que se concentra no tipo de veículo. Essa taxa varia de acordo com o estado e pode ser consultada nos sites das secretarias estaduais de finanças.


Para o próximo ano, a tabela Fipe mostrou que os carros zero-quilômetro subiram 19,9%. Uma das principais causas para o aumento foi a paralisação na produção de veículos por falta de componentes.


Esses componentes também apresentaram aumento de valor devido à pandemia coronavírus e à redução do trabalho de parto. Por isso, o preço do IPVA 2022 terá um reajuste muito alto, em relação ao ano anterior.


Cobrança do IPVA

O valor arrecadado é dividido pela metade entre o estado e o município onde o proprietário do veículo possui domicílio ou residência. Esse recurso pode ser aplicado a melhorias viárias e de rua, mas também em outras áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública


Assim, do total arrecadado no IPVA, 20% vão para o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
O restante é dividido entre o Estado e o município de registro de veículos.


Assim, 40% da receita vai para o estado e 40% para o município. O valor repassado ao Estado passa a ser o orçamento anual e serve para financiar diversas áreas. Portanto, o tributo não tem um propósito específico.


IPVA atrasado pode ser negociado


As regras para o atraso são diferentes em cada estado, assim como as taxas. Por exemplo, no Estado de São Paulo, a multa diária é de 0,33%, com limite de 20% sobre o valor do imposto. Os juros equivalem à taxa Selic de pelo menos 1% ao mês.


Além disso, os juros são sobre o valor do imposto já somado à multa. Se a dívida for inscrita na Dívida Ativa, a multa será de 40% do valor do imposto. O prazo a ser inscrito na dívida ativa varia de estado para estado.


O pagamento do IPVA pode ser feito em parcela única ou parcelada. Na primeira opção, o desconto geralmente é concedido. Além disso, os estados criam outras estratégias para incentivar o pagamento, como o uso de pontos do programa de faturas.


No entanto, em caso de atraso no IPVA, a dívida pode ser negociada para evitar multas e penalidades. A dívida pode ser reduzida na forma de um bilhete a ser pago. Os documentos para pagar o imposto em atraso são chamados de "Guia de Ajuste da Dívida (GRD)".


Este boleto de pagamento já inclui a multa, juros e outros encargos em atraso. A consulta, assim como o GRD, pode ser acessada no portal da Secretaria da Fazenda de cada estado. Para isso, basta informar o Renavam, placa do veículo e outros dados solicitados.


O GRD do IPVA atrasado pode ser pago em dinheiro ou parcelamento, basta o contribuinte escolher a melhor opção. É importante saber que o parcelamento inclui encargos, mas, mesmo assim, é a opção mais escolhida pelos brasileiros.


O pagamento pode ser feito em agências bancárias ou casas lotéricas ou com o código de barras, via internet. A quitação da dívida impede que o motorista seja multado e perca sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Sem o pagamento do IPVA, o proprietário do veículo não retira o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Este documento permite a circulação de um veículo automotor em território nacional e deve ser feito anualmente.


Por fim, o proprietário do veículo pode ter o CPF incluído nos cadastros de proteção ao crédito. Dessa forma, o nome pode parar na Dívida Ativa da União, que é o conjunto de dívidas de pessoas jurídicas e físicas com órgãos públicos federais.

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