Carne bovina poderá ficar mais barata no Brasil com embargo exportações feito pela China.

Imagem: Reprodução/Google


A proibição da entrada de carne bovina brasileira na China está frustrando os exportadores. Por outro lado, consumidores brasileiros viram uma leve redução no valor do preço do produto.


Fontes da indústria e analistas disseram à Reuters que o embargo contínuo, que entrou em vigor em 4 de setembro, corre o risco de forçar os embarques que já estão chegando à China a serem redirecionados para mercados como o Irã e o Vietnã.


Os carregamentos estão chegando aos portos chineses, apesar do embargo em parte porque os exportadores esperavam que durasse apenas cerca de 15 dias, o tempo que uma suspensão semelhante durou em 2019. Mas este embargo durou mais – agora mais de 60 dias.


O mecanismo de suspensão faz parte de um pacto de saúde animal firmado entre a China e o Brasil e visa dar tempo a Pequim para fazer um balanço do problema. Cabe à China decidir quando começar a importar novamente.


A suspensão é um grande golpe para os produtores e frigoríficos brasileiros, com a China e Hong Kong comprando mais da metade das exportações de carne bovina do Brasil.


Os casos foram identificados em frigoríficos de Mato Grosso e Minas Gerais. 


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Ministério da Agricultura do Brasil descreveu-as como doença da vaca louca “atípica”, que se desenvolve espontaneamente e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.


“Algumas das minhas remessas foram produzidas em agosto, certificadas antes do embargo, mas partiram depois de 4 de setembro e, quando chegaram, o importador disse que não poderiam ser liberadas”, disse um exportador à Reuters sob condição de anonimato.


A fonte disse ter enviado 22 contêineres nessas condições, por terem sido certificados antes do embargo. Uma segunda fonte da indústria confirmou que as remessas estavam sendo impedidas de entrar na chegada à China.


Para a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, o maior atraso no levantamento das suspensões vai além das questões sanitárias e está relacionado a tensões políticas e também a maiores estoques de carne na China, disse o CFO Edison Ticle em um evento em 27 de outubro.


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