Governo vai supervisionar tudo que você tem em bitcoin, diz diretor do BC Maurício Moura.

Imagem: Reprodução/Rede Brasil

O diretor de relacionamento, cidadania e supervisão de conduta do Banco Central (BC), Maurício Moura, disse que o anonimato na negociação de criptomoedas não será uma opção. A palestra ocorreu durante congresso promovido pelo Instituto de Profissionais de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Ao Financiamento do Terrorismo (IPLD).


"Posso dizer que o anonimato não será uma opção"


Embora não tenha revelado detalhes, Moura garantiu que os nomes das pessoas envolvidas em transações criptoativas, como o Bitcoin, serão conhecidos como "ponta a ponta".


"Eu não posso fazer muito bem. Mas os nomes dos envolvidos em operações criptoativas serão conhecidos de ponta a ponta. Posso dizer que o anonimato não será uma opção", disse ele sem dar detalhes.


O diretor do BC lembrou ainda que a regulamentação das criptomoedas está sendo discutida no Senado e que tanto o Banco Central quanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão acompanhando a discussão.


Corretores e outras empresas relacionadas já cumprem a Instrução Normativa 1888, que exige que eles informem todas as transações de seus usuários ao órgão regulador.


Apesar disso, o governo parece estar querendo aumentar a supervisão e a tributação das criptomoedas, a forma como isso será feito ainda é um mistério.


Pseudoanonymous

O protocolo Bitcoin é pseudoanonymous, embora todas as transações sejam feitas publicamente, a identidade do usuário é oculta por endereços que podem ou não estar ligados a ele. Portanto, as transações não podem ser rastreadas objetivamente pelo governo.


Dito isto, a vaga declaração do diretor do Banco Central parece ser uma ameaça para os corretores brasileiros que a cada dia perdem mais clientes para concorrentes internacionais que não sofrem tanta opressão.


Outra alternativa são as trocas descentralizadas. Embora estes não ofereçam negociação de criptomoedas com nossa moeda nacional, é possível negociar criptomoedas com outras criptomoedas, além de stablecoins que são baseadas em outras moedas fiduciárias, como o dólar.


O ataque ao anonimato é uma ameaça à liberdade do indivíduo e, muitas vezes, a premissa de financiar o terrorismo e a lavagem de dinheiro é usada como justificativa para que o Estado tenha acesso a informações privadas do cidadão.

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