Como usar um empréstimo para saldar dívidas? Confira 5 dicas.



Pegou um empréstimo para quitar dívidas e não sabe o que fazer? Confira! 


De acordo com um levantamento de dados feito pela Serasas Experian, 40% da população adulta do país está endividado. A situação piora para aquelas com débitos relativos a cartão de crédito ou relativas à dívida ativa IPTU.


O problema acontece quando uma dívida, aparentemente pequena, é somada com outras, virando uma bola de neve. Antes que perceba, a pessoa está atolada nelas e sem qualquer tipo de saída. Nessa situação, uma boa opção é pedir um empréstimo com garantia. 


A maioria das pessoas é relutante quanto a essa ideia, sem saber que o empréstimo pode ser um grande aliado. A finalidade é trocar uma dívida mais cara por uma mais barata, ou até diversas dívidas por somente uma, com taxas de juros menores. Contudo, é necessário cuidado e ponderação.


Para que isso seja de fato realizado, trouxemos dicas para ajudar você a usar o empréstimo como pagamento de dívidas anteriores. 


Analise suas dívidas

Antes de obter qualquer tipo de empréstimo, especialmente se a finalidade do capital recebido for o pagamento de dívidas, é necessário se planejar com bastante cuidado. É fundamental fazer um empréstimo com taxas de juros mais baixas do que as de suas dívidas, trocando assim uma cara por uma mais barata. 


Verifique cada um de seus débitos e se é possível quitar mais de um com o dinheiro do empréstimo. Afinal, o objetivo é diminuir as dívidas o máximo possível. Solicite que a instituição financeira escolha todos os valores de custo envolvidos na operação de empréstimo, para ter a certeza de que sairá em conta. 


Pode ocorrer a situação em que, por conta do crediário possuir dívidas, a empresa bancária demonstrar receio e insegurança para fechar o contrato de empréstimo. Caso isso aconteça, é importante que o cliente deixe claro que o objetivo de adquirir a linha de crédito é exatamente o de limpar o nome e colocar as contas em dia.


Procure um empréstimo que caiba no seu bolso

De acordo com os especialistas, na hora de assumir dívidas, o indicado é que correspondam a no máximo 30% da renda fixa mensal do cliente. Isso somando todas as dívidas de cartão, financiamento ou empréstimo.


Na hora de obter uma linha de crédito, é fundamental que isso seja considerado. Caso contrário, o consumidor irá somente trocar um problema por outro, adicionando assim mais uma dívida em seu histórico. Consequentemente, o alívio financeiro não virá.


Entretanto, não basta só pesquisar e escolher uma linha de crédito que sirva para a sua necessidade, mas uma que caiba no seu bolso. O crediário deve conseguir pagar o valor mensal das parcelas, caso contrário, juros serão cobrados e a sua situação ficará pior.


Outra questão importante é substituir todas as dívidas pela do empréstimo, não apenas uma ou duas. Vale a pena fazer isso para tentar um prazo de pagamento maior e que irá facilitar que o valor das parcelas do empréstimo esteja de acordo com o orçamento.


O empréstimo com garantia de imóvel costuma ser o mais indicado para quem tem muitas dívidas que se acumularam. Com taxas de juros mais taxas e prazos de pagamento mais longos, permite que um montante alto seja retirado.


Procure por juros menores do que a opção atual

É muito comum que um valor pequeno se torne uma quantidade absurdamente alta após um período por conta das taxas de juros que serão cobradas. Por isso, é importante pesquisar e comparar as taxas de todas as modalidades de empréstimos com as taxas da dívida que será quitada, escolhendo um empréstimo com juros mais baixos.


Contudo, não são somente as taxas de juros que estão inclusas na cobrança de um empréstimo. Existem outros tipos de taxas e encargos que cada linha de crédito possui, variando de uma para a outra. Quando são somados todos esses valores, é obtido o chamado Custo Efetivo Total (CET). É dever da instituição financeira informar ao cliente o valor do CET e deve constar no contrato. 


Existem situações em que as taxas de juros podem ser baixas em uma determinada linha de crédito, mas seu custo efetivo total é grande. Se ocorrer a dívida do empréstimo ter o CET maior do que a primeira, cuja qual foi contratado para saldar, não vale a pena ser feito.


Procure uma instituição de confiança

Ao escolher uma empresa bancária para se fazer um empréstimo, é preciso pesquisar a seu respeito antes de fazê-lo. Existem no mercado diversas instituições financeiras que aparecem oferecendo acordos milagrosos com dinheiro fácil, taxas de juros extremamente baixas e prazos de pagamento extremamente longos.


Se fizer negócio com uma instituição pouco confiável, a dívida que deveria ser a mais barata poderá se tornar um pesadelo. Podem haver imprevistos como pagamento de taxas extras que não foram previamente combinadas, o que irá aumentar o valor das parcelas de pagamento.


Caso não esteja seguro a respeito de uma instituição ou plataforma financeira, basta procurar por ela no site do Banco Central, por nome, CNPJ ou endereço. Lá constam todas as empresas bancárias que estão autorizadas a realizar um empréstimo. 


Outra dica é comparar as taxas de juros de diversas instituições antes de escolher a sua, realizadas também simulações de empréstimos nas que disponibilizam a ferramenta em seus sites. Além de segurança, procure aquela que possui as menores taxas.

Não use o cartão de crédito antes de quitar as dívidas

O cartão de crédito pode vir a ser um grande e sedutor inimigo para quem está atolado em dívidas. O objetivo é pagá-las e não contrair outros débitos, por mais tentador que seja utilizar o cartão de crédito para comprar coisas.


Tendo uma das taxas de juros mais altas do mercado, é também a principal fonte de débito no país. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 8 em cada 10 brasileiros devem ter cartão de crédito. Por isso, é preciso deixá-lo de lado pelo menos até que a maior parte das dívidas sejam saldadas. 


Caso não seja possível suspender o uso do cartão de crédito por completo, uma dica é pedir à operadora a diminuição do limite do mesmo. Assim, será mais fácil controlar a dívida do cartão.

Fonte: Cashme

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem