Governo Federal com declarações desencontradas sobre a Prorrogação do novo auxílio emergencial.

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Governo Federal não vem unificando o discurso quando se trata de uma possível prorrogação da Ajuda emergencial. Nas últimas entrevistas, fica claro que os diferentes membros do Palácio do Planalto estão dizendo coisas diferentes à imprensa.


Na semana passada, por exemplo, um dos secretários de Guedes, Adolfo Sachsida, disse que o Governo está estudando a fusão de vários programas sociais em um só. Segundo ele, o Brasil acabaria perdendo uma série de projetos "ineficientes" para criar um grande benefício único.


Isto é diferente do que disse o Ministro da Cidadania, João Roma. Em recente entrevista, ele disse que o país não vai criar um novo programa, mas sim reformular o Bolsa Família. Ele também garantiu que estaria pronto em agosto próximo, substituindo assim o atual Auxílio de Emergência.


Não foi o que disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em uma entrevista esta semana, ele disse que o governo pode estender a ajuda de emergência por mais alguns meses. Ele disse, no entanto, que vai aguardar o comportamento da pandemia para saber se a extensão será necessária ou não.


O presidente Jair Bolsonaro discorda. Em nota nesta terça-feira (1), o chefe do Executivo chegou a criticar quem está pedindo a prorrogação da Ajuda. Na época, ele disse que as pessoas que querem isso precisam ir "pegar um empréstimo de um banco".


Diferentes discursos

Não se sabe o que esses diferentes discursos podem realmente representar. Nas redes sociais, muita gente diz que o Palácio do Planalto estaria batendo cabeça quando se trata de Socorro emergencial. Isso porque essa informação é de fato infundada.


Outra parte do povo acredita, no entanto, que esta seria uma estratégia do governo. Seria, portanto, uma forma de lançar ideias para saber como elas ressoam na imprensa e na sociedade civil. Não está claro se algumas dessas teorias estão certas.


Tudo o que se sabe é que os pagamentos do novo Auxílio Emergencial devem continuar normalmente até julho próximo. O Governo Federal pagou duas das quatro parcelas até agora. Agora faltam as transferências de mais dois ciclos.


Auxílio emergencial

Os discursos do Governo Federal são diferentes em vários aspectos quando se trata de Assistência Emergencial. No entanto, há um ponto em que todos os membros do Planalto concordam: não haverá aumento do programa em questão.


De acordo com as informações do Ministério da Cidadania, que é a pasta que responde ao Auxílio, o projeto deste ano está pagando parcelas que variam entre R$ 150 e R$ 375. Estes são, portanto, inferiores aos que o Governo pagou ao longo do último ano.



No entanto, o Ministério da Economia argumenta que a situação não permite um aumento. Isso porque as contas públicas do país não permitiriam tal aventura. O Governo, no entanto, confirmou nesta terça-feira (1) a realização da Copa América em solo nacional. Pelo menos foi o que o próprio presidente Jair Bolsonaro disse.