Caixa Econômica Federal anunciou o novo financiamento de imóveis sem entrada; Veja como vai funcionar.

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No próximo dia 25, a Caixa dá início ao 1º Feirão da Casa Própria digital e aproveitará a ocasião para lançar sua primeira linha de financiamento imobiliário sem entrada. Saiba mais.


A nova linha de financiamento vai cobrir 100% do valor do imóvel e estará disponível para somente 6.000 imóveis que foram retomados e serão vendidos no feirão. O financiamento contará com taxas a partir de TR mais 2,5% ao ano, somadas à remuneração da poupança. Esta é a taxa mais baixa já cobrada pela Caixa.


O BC (Banco Central) limita o financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 90% do valor da avaliação do imóvel. Porém, como se trata de casas e apartamentos retomamos, isto não será empecilho para que a Caixa consiga financiar o preço total de venda.


Outra vantagem para quem adquirir os imóveis recuperados no feirão é a carência de seis meses para começar a pagar as parcelas e tarifas menores.


Em fevereiro, o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, no momento do lançamento da primeira linha de financiamento imobiliário ligado à poupança, tinha dito que haveriam novidades no valor de entrada dos imóveis.
É preciso uma entrada de no mínimo 20% nas modalidades que já existem.


A Caixa possui quatro linhas de financiamento imobiliário. A mais nova possui juros a partir da TR + 3,35% a 3,99% ao ano, com acréscimo da remuneração da poupança, o que atualmente representa uma taxa final de 5,8% ou 6,44%. 


De acordo com Guimarães, essa modalidade já é responsável por cerca de 40% das contratações imobiliárias da Caixa que utilizam os recursos do SBPE.


As demais opções são TR + 7% ou 8% ao ano, uma linha com juros fixos, entre 8,25% e 9,75% ao ano, e a linha atrelada ao IPCA, com IPCA + 3,55% ou 4,95% ao ano. Com o índice a 5,44%, isso atualmente se traduz em uma taxa final de 8,99% ou 10,39%.


Na última segunda, Pedro Guimarães disse que a nova linha de financiamento sem entrada vem para substituir os leilões de imóveis recuperados.


A partir de agora, todos os imóveis retomados serão financiados desta maneira. Ao invés de irmos para o leilão, e entrarmos com uma série de questões operacionais, nós faremos dessa maneira”, disse.