Abono salarial PIS/Pasep pode acabar para financiar Bolsa Família; Entenda matéria.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cogita extinguir o abono salarial PIS/Pasep para financiar o Bolsa Família, que passaria a ser de R$ 250 reais. Hoje, o abono salarial é de até um salário mínimo e quem tem direito a recebê-lo é todo cidadão que trabalhou de carteira assinada ou como funcionário público no ano anterior e possui renda mensal de no máximo dois salários mínimos, que seria uma média de 25 milhões de brasileiros.


Caso a ideia passe a ser praticada, Bolsonaro deve colocar em prática algo que havia negado anteriormente. Em setembro de 2020, quando fez comentário sobre os programas sociais do governo, sobre unificá-los, prometeu que nunca tiraria dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos.


Conforme informações dos técnicos da equipe econômica do Ministério da Cidadania, ao não pagar o abono salarial aos trabalhadores, o governo teria uma renda de R$ 20 bilhões para pagar o Bolsa Família, que hoje atua com o valor de R$ 35 bilhões.


Ainda segundo os técnicos, usando os R$ 55 bilhões (do valor atual mais a verba do abono) o novo programa social, teria o valor médio de R$ 300 a cada família, sem se preocupar com as regras fiscais. Dessa forma a popularidade do presidente iria melhorar.


De acordo com informações de um técnico do governo que foi entrevistado, o presidente está mais “flexível” para ter essa conversa, tanto que chegou a liberar estudos sobre o tema e afirmou que essa seria a melhor opção.


Segundo fonte entrevistada, o final do Pis/Pasep não traria prejuízos aos aposentados e deficientes, porém, os trabalhadores que já possuem renda, e que na maioria das vezes, se beneficiam com o aumento do Bolsa Família.


O novo programa social Bolsa Família, poderia ter um valor maior, além de receber o auxílio-creche no valor de R$ 250 reais, teria também uma bonificação para estudantes que tirassem boas notas e tivessem boa frequência.