Milhões de brasileiros podem ficar sem os benefícios do INSS e Auxílio emergencial; Veja

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A pandemia causada pelo novo coronavírus vem acontecendo há um ano. E a crise econômica também foi prolongada pelas dificuldades em conter o avanço do Covid-19, já deixou cerca de 14 milhões de brasileiros sem trabalho.

Esses brasileiros sem emprego e que não recebem mais auxílio emergencial correm o risco de perder o direito de receber os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os benefícios perdidos estão: auxílio-doença, salário maternidade, encarceramento e pensão por morte.


Aqueles que não recebem a contribuição do INSS por um período de 12 meses perdem o seguro previdenciário. É o que tem acontecido nesse cenário em que muitas pessoas informais não conseguem encaixar esse pagamento nas despesas do mês.


Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE, para o último trimestre de 2020, pelo menos 4 milhões de pessoas podem ter parado de contribuir para o INSS no ano passado.


A pesquisa considera apenas trabalhadores, incluindo trabalhadores domésticos, com carteira assinada que perderam seus empregos. Entre aqueles sem carteira, que poderiam contribuir como autônomos, mais de 3 milhões passaram a ser desocupados.


Gilvan Cândido, professor da FGV Educação Executiva de Previdência, Gilvan Cândido lamentou "Há milhões de pessoas que já perderam ou estão prestes a perder sua condição de segurado, e não terão a quem recorrer se tiverem uma invalidez no meio da estrada".


Cândido acredita que só vai melhorar, mesmo que tímido, em 2022, se o governo conseguir vacinar pelo menos 70% da população ainda este ano de 2021.


"O processo de retomada do emprego não será tão rápido e provavelmente começará com o trabalho informal, mas tudo dependerá também de como as vacinas respondem", disse ele.


Dados do Boletim Estatístico da Seguridade Social mostram uma queda de 3% na receita bruta em 2020 em relação ao ano anterior. É a primeira recessão desde 2015, quando o país estava em recessão.


Segundo João Saboia, professor emérito do Instituto de Economia da UFRJ, por causa das medidas adotadas pelo governo federal para manter o emprego com carteira assinada.


Assim como a suspensão dos contratos de trabalho e a redução do trabalho e do salário, "o desemprego foi muito grande entre os trabalhadores formais, que contribuem menos para a Previdência Social do que aqueles com carteira assinada", disse.