Minstro Guedes diz quer Novo Auxílio Emergencial poderá excluir beneficiários do programa Bolsa Família.

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Nesta quinta-feira (04/02), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que um novo auxílio emergencial pode ser lançado. No entanto, dependerá de um novo decreto de calamidade pública.

Ou seja, a medida pode ser acionada desde que uma situação de emergência seja instituída. Guedes também afirmou que o benefício precisa ser previsto dentro do Orçamento.


As declarações foram feitas em reunião com Rodrigo Pacheco, novo presidente do Senado. Na ocasião, o ministro disse que, se a ajuda do governo for reativada, o público atendido será menor. Segundo ele, pouco menos da metade dos que receberam as parcelas em 2020 contariam com o dinheiro em 2021.


Reunião sobre novos auxílios emergenciais

Ao assumir sua nova posição na última segunda-feira (01/02), Pacheco disse ser a favor de um novo auxílio emergencial. Em entrevista à CNN, ele disse que pretende encontrar um consenso entre fundamentos econômicos e sociais para ajudar a população vulnerável. Ele também disse estar ciente do teto de gastos e comentou sobre como isso deve ser alinhado com o governo federal.


Após a conversa de ontem com o ministro da Economia, o senador disse ter solicitado a reunião para expressar sua preocupação. Segundo Pacheco, ele antecipou a reunião do colégio de líderes e já vem lidando formalmente com Guedes.


"A pandemia continua, e agora eu vim ao Ministro da Economia para externalizar o que é uma preocupação do Congresso Nacional", disse ele. 


Durante a reunião, o líder da equipe econômica disse que, na autorização de um novo auxílio emergencial, o número de serviços cairia para 32 milhões. Em 2020, 67,9 milhões de brasileiros tiveram o benefício. No entanto, uma nova remessa não incluiria os inscritos no Bolsa Família. A ideia seria ajudar apenas aqueles que não estão cadastrados em programas sociais.


"É possível. Temos uma maneira de orçar isso, desde que esteja dentro de um novo quadro fiscal. Se o Congresso desencadear o estado de calamidade, podemos reagir rapidamente. Mas é muito importante que esteja dentro de um quadro de recuperação financeira. Estamos preparados para fazer as coisas dentro de proporções", disse o ministro.


Portanto, o novo auxílio emergencial precisa ser previsto no Orçamento de 2021, que ainda deve ser votado no Congresso.