Anvisa recebe pedido de registro definitivo para a vacina da Pfizer.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu neste sábado (6) o pedido de registro definitivo da vacina contra o Covid-19 desenvolvido pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNtech.

O nome do imunizante é Cominarty.


Agora, a Anvisa tem 60 dias para avaliar toda a documentação. Em nota, o órgão esclareceu que "o registro é a avaliação mais robusta dos estudos de qualidade, eficácia e segurança, bem como o plano de mitigação de riscos e a adoção de medidas de monitoramento".


Na nota de sábado, a Anvisa também destacou que o registro definitivo "é a luz verde para que a vacina seja comercializada, distribuída e utilizada pela população, de acordo com a indicação estabelecida no folheto informativo".


No final de dezembro, a Pfizer informou que não solicitaria o uso emergencial de sua vacina no Brasil e que seguiria o processo de submissão diretamente para um registro definitivo.

Na época, a empresa disse considerar o procedimento "mais rápido", além de ser mais amplo.


"O pedido de registro da vacina junto à Anvisa é a etapa final do processo de submissão contínua estabelecido pela agência para acelerar o registro de vacinas contra o Covid-19. A empresa continuará trabalhando em conjunto com a Anvisa para que o processo siga da melhor forma possível, sempre orientado por critérios técnicos e científicos", disse neste sábado (6) Márjori Dulcine, diretor médico da Pfizer Brasil, segundo a assessoria de imprensa farmacêutica.


Segundo a Pfizer, 2.900 voluntários participaram de testes clínicos da vacina no Brasil. Em todo o mundo, foram 44.000 participantes em 150 centros em seis países, incluindo África do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados da terceira e última fase dos testes de imunização, divulgados em novembro, mostraram eficácia de 95% em relação ao novo coronavírus.


O pedido de registro definitivo é o segundo que a Anvisa recebe para uma vacina contra o Covid-19. A primeira foi feita no dia 29 de janeiro e está relacionada à vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que já possui autorização para uso emergencial no país.