Novo Salário Mínimo 2021 já está valendo nesse mês! Confira o valor.

Imagem: Google

Desde a última sexta-feira, 1º, o salário mínimo nacional passou de R$ 1.045 para R$ 1.100. O reajuste foi anunciado por meio de medida provisória publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 31 de dezembro de 2020.


O valor é ligeiramente maior do que o previsto pela equipe econômica do governo de acordo com a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada para apreciação ao Congresso Nacional em meados do mês passado. Na época, o valor estimado era de R$ 1.088.


Mesmo com o aumento, o trabalhador brasileiro continuará sem ganho real na remuneração este ano, já que a nova correção só vai zerar as perdas salariais causadas pela inflação.


Cálculo para o ajuste

Segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo é referência para 49 milhões de brasileiros. O cálculo do reajuste anual do piso nacional baseia-se na previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), fechado em 5,22% até a última estimativa divulgada pelo Banco Central por meio do boletim Focus.


Após o novo reajuste, também aumentam as despesas relacionadas à previdência social, uma vez que o aumento é repassado sobre os valores dos benefícios pagos aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Segundo Adolfo Sashcida, secretário de Política Econômica, a revisão é considerada financeiramente segura: "Estamos bem fundamentados nisso, no que diz respeito ao teto. Todas as regras fiscais serão respeitadas." Isso porque para cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, a despesa de R$ 531,1 milhões é gasta aos cofres públicos.


Ajuste regional

A maioria dos estados brasileiros segue o valor fixado pelo governo para o pagamento do salário mínimo. No entanto, algumas unidades federativas adotam um piso regional, geralmente superior ao nacional.


Até 2021, cinco estados brasileiros terão seu próprio salário mínimo. São eles: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. O restante segue o valor definido pelo decreto federal.


Vale ressaltar que o valor regional serve de referência, especialmente no caso dos trabalhadores do setor privado que fazem parte das categorias não contempladas com acordos ou acordos coletivos, como o grupo de trabalhadores domésticos.

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