Saque do programa Bolsa Família mudou! Receba em mais tempo seguindo com essas regras.

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O Governo Federal ampliou para 270 o prazo de 90 dias do Bolsa Família. Com isso, os beneficiários terão mais tempo para sacar o valor. A medida visa prorrogar o prazo devido à pandemia Covid-19 e restrições sociais.


Com a ampliação do saque do Bolsa Família, os beneficiários terão até 270 dias para sacar o valor da conta. Dessa forma, são mais 180 dias para fazer o programa social de transferência de renda.


A decisão foi publicada em 30 de dezembro de 2020 no Diário Oficial da União e, portanto, passou a ser aplicada a partir desse dado. Além disso, o texto prevê a ampliação dos dados de coleta para os municípios que declararem situação de emergência.


Por essa razão, os municípios que enfrentam a segunda onda do Covid-19 ou que tenha experimentado alguma desgraça pública, grande ou desastre natural podem desencadear o estado de calamidade pública e desfrutar da extensão do prazo de saque do programa.


A ideia do governo é evitar aglomerações nos dados indicados para o saque de programas sociais, como Bolsa Família e Assistência Emergencial.
Além disso, a intenção já está deixando um valor que pode ser acionado em uma possível necessidade.


A prorrogação do prazo é contada a partir dos dados de disponibilidade de pagamento. Com isso, os beneficiários terão até nove meses após os dados divulgados pelo cronograma de pagamento para efetuar o saque sem perder o dinheiro.


Segundo o Ministério da Cidadania, o programa de assistência social conta atualmente com mais de 14 milhões de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza.


A média paga a cada família é de R$ 192, mas o valor varia com as famílias que recebem mais de R$ 300.


Bolsa de Família

O programa existe desde 2003, quando instituiu o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta era unificar três programas que já eram pagos e que foram criados durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


Assim, o Bolsa Família é a unificação dos programas: Auxílio ao Gás, Bolsa Escola e Bolsa Alimentação.

Com isso, o governo Lula conseguiu reduzir custos, aumentar o valor pago e criar uma marca para seu governo.


O programa inclui famílias em situação de extrema pobreza, ou seja, que têm renda familiar mensal per capita de R$ 89. Além disso, paga o benefício às famílias em situação de pobreza que tenham renda per capita entre R$ 89,01 e R$ 178.


No entanto, neste último caso, elas são contempladas apenas como famílias que tenham algum membro que esteja grávida ou que tenha filhos e adolescentes entre 0 e 17 anos. Para receber auxílio financeiro as famílias precisam estar matriculadas no CadÚnico.


O cadastro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal é realizado pelos agentes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) dos municípios. Esses agentes podem ir até a casa da família identificada ou o representante da família pode ir ao Centro e solicitar a inscrição.


Neste último caso, é importante que o representante da família tenha pelo menos 16 anos e resida em casa mesmo como a família. É preferível que o representante seja mulher e tenha Um Número de Segurança Social ou Título de Eleitor.