O Programa Bolsa Família será o novo Auxílio Emergencial em 2021? Programa pode ganhar bônus e valores extras.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que "estender o auxílio emergencial é o caminho certo para o fracasso".

Portanto, as chances de o auxílio emergencial ser estendido para 2021 são quase nulas. As expectativas estavam na possível aprovação da Renda Cidadã, que acabou sendo apenas no campo das ideias.

Sem brechas para mudanças reais, a meta atual do governo é permanecer com o pagamento do Bolsa Família em 2021.


Além disso, as discussões envolvem um "turbinado" no programa social existente e o retorno aos pagamentos normais, logo após o término do depósito de parcelas adicionais de auxílio emergencial.


Mudanças previstas pelo governo federal

Estudo do Itaú-Unibanco identificou que, no contexto atual, o governo federal consegue elevar o valor do Bolsa Família para a média de R$ 200, além de poder aumentar o número de famílias contempladas. No entanto, com o maior escopo será necessário que o investimento cresça.


Até agora foram injetados cerca de R$ 29,4 bilhões, mas para dar continuidade ao projeto será necessário investir pelo menos R$ 34,8 bilhões.


Benefícios que o governo pretende somar no Bolsa Família

  • Bônus de R$ 200 por ano para melhor aluno;
  • Auxílio creche mensal de R$ 52 para cada criança;
  • Bolsa mensal de R$ 100;
  • Bolsa anual de ciência e tecnologia de R$ 1.000;
  • Os alunos em atividades esportivas receberão uma bolsa de R$ 100 por mês e um bônus de R$ 1 mil por ano.

Estímulo do Bolsa Família

Com o fim do auxílio emergencial e o cenário atual, no qual muitas famílias precisarão do governo para garantir apoio, a ideia da equipe econômica é ampliar o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. Além disso, a intenção é aumentar o valor pago.


Segundo estudo do Itaú Unibanco, a União consegue dobrar o valor pago pelo Bolsa Família. Mas isso só seria possível se houvesse alguns cortes e ajustes de programas considerados ineficientes, como é o caso do seguro de defesa.


Segundo o banco, as mudanças fortaleceriam o caixa do Bolsa Família em R$ 34 bilhões, permitindo que 19 milhões de famílias com auxílio mensal de R$ 300. Mesmo sem a necessidade de aumentar os impostos.


O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 prevê R$ 34 bilhões em receita para o Bolsa Família. O montante significa um aumento de 18% em relação aos R$ 29,5 bilhões do orçamento de 2020. Segundo levantamento feito pela instituição financeira, a previsão é de uma receita de R$ 33,8 bilhões.


A peneira de benefícios sociais poderia economizar cerca de R$ 19 bilhões, a partir de emendas constitucionais que alteram o acesso a:


  • Restrição do abono salarial a quem ganha até 1,4 salário mínimo (R$ 1.463, vigente em 2020);
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • E a combinação do seguro não é para a Renda Brasil.

A pesquisa do Itaú-Unibanco estabelece R$ 11 bilhões de recursos, decorrentes de mudanças nas regras do serviço público.


Um exemplo é a aprovação da lei que regulamenta o teto dos empregados, além da substituição de metade dos aposentados em 2021, com remuneração de 50% do salário inicial.


Outra proposta estima a extinção ou privatização de seis estatais federais, o que resultaria em receitas adicionais de R$ 3,8 bilhões. "O governo gasta mais de R$ 18 bilhões por ano com estatais dependentes do Tesouro", disse o economista do Itaú Pedro Schneider.