Salário mínimo do Brasil tem valor MENOR que a média mundial.

Imagem: Google

O piso nacional está entre os mais baixos do mundo. Nesta semana, uma pesquisa publicada pela OIT mostrou que o salário mínimo brasileiro não mostra ganhos reais em relação ao cenário internacional.

Entre as observações levantadas, o estudo também apontou que a produtividade dos trabalhadores caiu consideravelmente na última década. 


O mundo vem enfrentando uma grave crise econômica motivada pelo Covid-19, porém, para o Brasil há indícios de preocupações sobre seu desenvolvimento financeiro mesmo antes da chegada da pandemia.


Estudos mostram que o salário mínimo atual está abaixo da média mundial, gerando uma desvalorização do mercado de trabalho.  


Segundo dados coletados pela OIT, o Brasil teve uma queda de produtividade de 0,2% entre 2010 e 2019. Uma das razões para isso pode estar relacionada à baixa valorização no pagamento dos salários sem aumentos significativos.  


Globalmente, os salários entre 2016 e 2019 foram adicionados em 2,2%. No Brasil, esse número ficou em apenas 0,4% somente em 2019. Em 2019 foi de 1,5% e entre 2015 e 2016 a média foi de 2%.  



Os salários mínimos estão atualmente em vigor de alguma forma em 90% dos países membros da OIT. Mas mesmo antes do início da pandemia COVID-19, o relatório conclui que, no geral, 266 milhões de pessoas – 15% de todos os empregados no mundo – ganhavam menos do que o salário mínimo por hora, seja por descumprimento ou por terem sido legalmente excluídos desses regimes", explicou o documento da OIT. 


Comparação com o cenário externo  

Em comparação com outros países, o salário mínimo brasileiro atual representa cerca de US$ 443. A quantia é menor que a média mundial de US$ 486. Nas Américas, por exemplo, a base paga ao trabalhador é, em média, DE $668. 


Os locais mais bem pagos são México, Haiti, Jamais e Guiana. O maior trabalhador do Canadá, com US$ 1.600, é o maior.
Fora do continente, o maior pagamento é para quem mora em Luxemburgo, com US$ 2.400 (PPP). 


Assim, pode-se ver que a média brasileira está entre as mais baixas do mundo, o que justifica os efeitos trágicos do Covid-19 na economia nacional. Rosalia Vázquez-Alvarez, uma das autoras do relatório, explica que com os salários ajustados corretamente a população teria mais subsídios para administrar o momento atual.  


"Salários mínimos adequados podem proteger os trabalhadores dos baixos salários e reduzir a desigualdade. Mas garantir que as políticas de salário mínimo sejam eficazes requer um pacote abrangente e inclusivo de medidas. Isso significa uma melhor conformidade, ampliando a cobertura para mais trabalhadores e estabelecendo salários mínimos em um nível adequado e atualizado que permite que as pessoas construam uma vida melhor para si e para suas famílias", explicou.  


Sobre o piso nacional de 2021 

As projeções do governo até agora afirmam que o piso nacional deve ser de até R$ 1.087, o que prova que não há aumento real para considerar o índice de inflação atual.


Questionado sobre esses números negativos, o governo federal, por meio de sua equipe econômica, afirma que estes são reflexos do Covid-19.  


Ao longo deste ano, a economia foi minimamente movida pela liberação de auxílios emergenciais. Mas com o término do programa programado para dezembro deste ano, novas formas de injeção financeira devem ser disponibilizadas.  


Acredita-se que parte da justificativa para não aplicar um reajuste real no salário mínimo está relacionada aos pagamentos do INSS.



Para o governo, cada R$ 1 adicionado no piso nacional significa uma despesa de milhões de reais em vista dos acréscimos nas aposentadorias e pensões de sua responsabilidade.  


Vale ressaltar, por fim, que a folha orçamentária (LDO) ainda deve ser encerrada em breve e que a qualquer momento novas mudanças podem ser feitas. Se você quiser acompanhar os detalhes da economia nacional, fique de olho no nosso portal.

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