Auxílio de R$ 300 vai continuar até março de 2021?Veja proposta de prorrogação.

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Uma nova proposta de prorrogação do auxílio emergencial foi apresentada no Senado Federal na última segunda-feira, 14. O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), sugere que o benefício de R$ 300 continue sendo pago aos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica até março de 2021.


"O fato é que, por causa da inércia do Governo Federal, simplesmente não teremos um programa nacional de vacinação em andamento antes de março. É preciso fazer essa ponte para manter o mínimo de estabilidade social até lá", justificou o senador, que também foi relator da lei que criou auxílio emergencial em março deste ano.


A proposta precisa passar pelo Senado e depois pela Câmara dos Deputados para ser aprovada. "A agenda social precisa ser revista para cobrir os milhões de famílias vulneráveis à pobreza que a pandemia destacou", acrescentou o autor do projeto.


Maia se recusa a discutir prorrogação

Em algumas ocasiões, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já afirmou que não pretende discutir uma nova prorrogação do decreto que estabelece o estado de calamidade pública no país e, consequentemente, auxílio emergencial.


Segundo Maia, essa possibilidade só poderia ser votada a partir de fevereiro do próximo ano. "Nenhuma dessas questões será sediada na Câmara até 1º de fevereiro.
Deixe o governo esquecer isso. Aqueles que sonham com um caminho na solução para o teto de gastos que aproveitam a chegada do próximo prefeito, que terá a coragem de ser responsável por uma profunda crise econômica e social deste país", disse.


O presidente da Câmara também concluiu que "não haverá prorrogação da constituição da emenda da guerra e não haverá, sob nenhuma circunstância, uma votação sobre qualquer mensagem que prolongue o estado de calamidade".


Parlamentares são a favor da prorrogação

Segundo pesquisa realizada pela XP Investimentos, 45% dos deputados e senadores apoiam a prorrogação do auxílio emergencial até março de 2021. Para os parlamentares, seria mais prático estender o benefício que já existe, em vez de elaborar uma nova proposta.


No entanto, mesmo entre os políticos opiniões favoráveis estão divididas. Embora 54% acreditem que o orçamento do governo é suficiente e, portanto, as novas transferências são viáveis, 42% argumentam que, embora necessária, a prorrogação só seria possível se houvesse mudanças no programa para cobrir as despesas extras.