Bolsonaro pode congelar piso salarial sem reajuste. Entenda!

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O presidente da república afirma que a proposta do salário mínimo de 2021 é baixa, porém, não é possível aumentar devido ao pagamento de outros benefícios.

Em agosto, o governo enviou ao Congresso Nacional a proposta de reajuste do salário mínimo para R$ 1.067, ou seja, R$ 22 reais a mais do que é pago atualmente


Através de um vídeo divulgado em suas redes sociais na última quinta-feira (26), o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), disse que o salário mínimo atual, de R$ 1.045, é baixo, mas não é possível realizar um aumento real, pois o país não arcaria com as despesas.


"Muitas pessoas reclamam: 'Oh, o salário mínimo é baixo.' Eu reconheço que é baixo. Mas não podemos aumentar", disse Bolsonaro. O presidente disse que a causa são os impactos que gerariam sobre os demais benefícios pagos pelo governo à população brasileira que tem como referência o salário mínimo. Dessa forma, o aumento causaria um efeito cascata.


É importante lembrar que a última proposta de salário mínimo enviada ao Congresso Nacional foi em agosto, de R$ 1.067.


O documento diz respeito à Lei Orçamentária Anual e, se aprovado este ano, será o segundo ano consecutivo sem aumento real do piso salarial dos trabalhadores e do seguro do INSS e de outras instituições.


"Isso reflete diretamente nos aposentados e pensionistas. E temos uma enorme gama de aposentados e pensionistas. Reflete no pessoal do BPC I não sei o valor, mas são dezenas de bilhões de reais que são gastos nele e não tem lugar para levar dinheiro", justificou o presidente.


Segundo o Tesouro Nacional, a cada real aumentado o impacto é de R$ 304,9 milhões. Assim, se a proposta enviada em agosto for aprovada, o impacto fiscal será de R$ 6.707,8 bilhões para os cofres públicos.


Portanto, o aumento será pouco para o trabalhador, mas para o país, que atualmente enfrenta uma crise econômica gerada por várias razões, mas principalmente pela pandemia do Covid-19, pode ter sido um desastre.


Em contrapartida, o presidente anunciou um programa federal para auxiliar na abertura de empresas para quem está desempregado, que deve ser chamado de "Minha Primeira Empresa".


"Assim, aqueles que reclamam terão a chance de montar sua empresa, o governo dará uma fórmula, alguma ajuda, obviamente, e o cidadão pode deixar de ser empregado, parar de procurar emprego e montar sua empresa", disse ele.