Dia do Combate ao Diabetes: entenda as diferenças entre o tipo 1 e tipo 2 da doença.

Imagem: Google

Derrame, problemas cardíacos, envolvimento renal, cegueira e amputação. Essas podem ser algumas complicações decorrentes do diabetes, doença que atinge 16,5 milhões de brasileiros, segundo última pesquisa da Federação Internacional de Diabetes, divulgada em 2019.

Neste sábado (14), é comemorado o Dia Mundial de Combate à doença e a data representa uma oportunidade de conscientizar a população. Principalmente porque ainda há muitas pessoas que convivem com o problema e não sabem.


Quem faz o alerta é a professora de medicina da Unime Lauro de Freitas, Caroline Bulcão. "Muitas vezes, a pessoa nem suspeita, acaba tendo um diagnóstico tardio e isso aumenta o risco para o desenvolvimento de complicações", diz. O especialista explica as diferenças entre o tipo 1 e o tipo 2 da doença.


Entenda as diferenças entre o tipo 1 e o tipo 2 da doença


No diabetes tipo 1, o corpo para completamente de produzir insulina.

"Isso ocorre porque os anticorpos são produzidos e atacam órgãos do nosso próprio corpo, como o pâncreas, afetando assim a produção de um hormônio chamado insulina que é responsável pela manutenção dos níveis normais de açúcar no sangue", explica Caroline.


Esse tipo geralmente afeta crianças e adultos jovens, e é necessário tomar injeções diárias de insulina. Por ser uma doença autoimune, não pode ser prevenida, mas o professor afirma que o controle adequado dessa doença é totalmente possível com uma boa orientação e estilo de vida saudável.


No diabetes tipo 2, o especialista ressalta que o pâncreas produz uma certa quantidade do hormônio, mas as células não respondem como deveriam, criando uma situação chamada resistência à insulina. "Por causa disso e da dificuldade em produzir uma quantidade extra do hormônio, o acúmulo de glicose ocorre na corrente sanguínea e nos tecidos do corpo", disse ele.


Esse tipo é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, com sobrepeso, obesidade ou histórico de pessoas da família com diabetes e pode ser prevenido. Para isso, é necessário manter um estilo de vida saudável, que inclui dieta balanceada, atividade física e acompanhamento médico regular.


Em relação aos alimentos, o especialista ensina que é melhor optar por alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes, feijão e grãos integrais, com baixo teor de carboidratos simples e gorduras saturadas. Os exercícios, por outro lado, ajudam a perder quilos extras, reduzem os níveis de glicose no sangue e aumentam a sensibilidade à insulina.

 


Eu tenho diabetes, e agora?

O professor da Unime diz que é possível manter a doença sob controle. Para isso, o mesmo cuidado será necessário em relação à prática de alimentação e exercício, combinado com o uso correto de medicamentos prescritos.


"Quem convive com diabetes também deve pagar para o rastreamento de complicações graves da doença, fazendo exames oculares, renais, de pé e cardíacos, quando indicado pelos profissionais de saúde", alerta.  


Segundo Caroline, também deve fazer parte da rotina o monitoramento constante dos níveis glicêmicos, através de exames de sangue, glicemia capilar ou uso de sensores de glicose.

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