Recolhimento do FGTS será feito através da plataforma do PIX, .


O novo sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, também conhecido como PIX, que será válido em novembro, poderá ser utilizado para o recolhimento de contribuições ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), segundo o diretor de Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello.
O PIX chega para facilitar e acelerar transações realizadas digitalmente em todos os bancos.


"Esse acordo com a secretaria visa viabilizar a Pix como opção para o recolhimento das contribuições ao FGTS e contribuição social a partir do lançamento do FGTS Digital, previsto para janeiro de 2021", disse o diretor.


O sistema Digital FGTS mencionado pelo diretor é uma plataforma que centraliza o recolhimento, cálculo, lançamento e arrecadação.


Segundo o Ministério da Economia, espera-se também que seja possível monitorar as contribuições das empresas, por meio do sistema digital de informações trabalhistas e previdenciárias em desenvolvimento pelo governo federal.


"O Pix é tão seguro ou seguro quanto outros meios de pagamento digitais", diz João Manoel Pinho de Mello.


PIX também pode ser usado no INSS

O PIX também será uma opção para a cobrança de contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda segundo João Manoel, o BC assinou outro acordo de cooperação com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho para o uso da Pix nos pagamentos.


Anteriormente, o BC havia firmado parceria com o Tesouro Nacional e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que permitiu ao usuário pagar contas de luz por meio do PIX, por exemplo.


O que é PIX?

O PIX é um novo sistema que permite qualquer tipo de transição, sejam pagamentos ou transferências, 24 horas por dia, todos os dias do ano, independentemente de ser feriado ou fim de semana, mais rápido – até 10 segundos – em todos os bancos.


Para isso, é necessário que o usuário cadastre tantas chaves, que podem ser de diferentes formas: através do telefone, número do Cadastro de Pessoa Física (CPF), e-mail ou até mesmo senha aleatória. Esse processo começou recentemente e entra em vigor em novembro deste ano.


Esta chave nada mais é do que a maneira de identificar o destinatário da transição, mas não é necessário receber um PIX.


Especialistas apontam que a chave mais confiável para cadastrar o PIX é o CPF, já que, ao contrário do e-mail ou número de telefone, o número nunca será alterado.


"As chaves problemáticas são o e-mail e o número de telefone, pois sabemos que existem golpes que os fraudadores podem desativar o número do celular e ativá-lo em outro chip e isso é preocupante", explica o especialista em segurança da Kaspersky no Brasil, Fabio Assolini.


Segundo o diretor João Manoel, até as 12h desta quinta-feira (22), 48,5 milhões de chaves já haviam sido registradas.


"Temos até agora 43 reclamações de registro indevido no Pix", disse Pinho de Mello.


Diariamente, aplicativos de bancos como Bradesco e Nubank, disponíveis gratuitamente nos sistemas Android e iOs, disparam alertas de anúncio sobre a chegada da nova ferramenta e a possibilidade de cadastrar chaves.


Nesse processo inicial, recomenda-se que o cadastro não seja realizado por meio de uma rede pública de internet, mas privada para evitar ser vítima de fraude.


A expectativa é que, no futuro, todos os clientes do banco deixem o uso de transações TED e DOC e fiquem apenas com o pix por ser a alternativa nacional mais rápida, gratuita e disponível entre todos os bancos