Como Ficará o pagamento do Auxílio Emergencial para aqueles que é beneficiário do Bolsa Família?

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Os segurados do Bolsa Família passam por ajustes com mudanças no atendimento emergencial. Até o mês de dezembro, a Caixa Econômica Federal concederá os pagamentos da BF já incluídos na regra de prorrogação do coronavoucher.

O benefício foi reduzido em 50% e agora terá o valor limite de R$ 300 por família. Abaixo, conheça os cortes, valores e perspectiva para 2021.


O Bolsa Família vive um momento de tensão e instabilidade. Embora a inclusão de auxílios emergenciais pareça positiva para os segurados, sua conclusão deve resultar em uma nova e mais difícil realidade financeira.


De acordo com a última determinação do governo, a unificação entre os dois projetos funcionará até dezembro, mas para isso uma parte significativa dos cidadãos foi excluída.


Reflexo da assistência emergencial

A implantação do atendimento emergencial no Bolsa Família começou a ocorrer em abril. O segurado que tinha valores em média R$ 89 e R$ 200 passou a ter direito a uma parcela mensal de R$ 600 ou R$ 1,2 mil estipulada como limite dentro do programa.


O valor exato concedido pelo auxílio emergencial ao Bolsa Família variou de acordo com a realidade dos cidadãos. Aqueles que recebiam cerca de R$ 300 por mês da BF, por exemplo, tinham direito a um adicional de R$ 300.


Já em setembro a agenda foi modificada. Agora o pagamento não passa de R$ 600 a R$ 300, e recebe dupla mãe solteira.


Assim, todos aqueles que receberam acima desse valor passaram a ser excluídos do benefício.


Calendário de pagamento

Em todo esse tempo, a única coisa não alterada pelo projeto foi o calendário e a forma de recebimento. Os cidadãos continuam recebendo dentro das datas oficiais do Bolsa Família, determinadas no final de 2019 pelo Ministério da Cidadania.


Quanto aos meios de recebimento, estes são os únicos que não precisam ser vinculados à Caixa Tem. Para eles, o valor permanece sendo enviado diretamente e deve ser sacado através do uso do cartão cidadão.


Expectativas para 2021

No que diz respeito ao futuro do programa, ainda é incerto. Até agora, a única certeza é que o auxílio emergencial será finalizado em dezembro.


No entanto, o Bolsa Família corre o risco de ser cancelado por meio da criação de um novo projeto social, como Renda Brasil ou Renda Cidadã.


Ambas as agendas estão sendo trabalhadas pelo governo federal, que tem dificuldade em definir como estão financiando.


Segundo o atual presidente, Jair Bolsonaro, se não forem encontradas alternativas, o Bolsa Família deve permanecer em validação até 2022.


Atualmente, o programa conta com cerca de 13 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade social.


Renda cidadã

Além da criação de um novo programa, o governo federal estuda formas de financiá-lo. A ideia é que mais 14 milhões de famílias possam ser incluídas, e que o salário, hoje em média R$ 190 no Bolsa Família, vá para R$ 300.


Essas mudanças dependem de uma montagem de R$ 30 bilhões no orçamento anual. Para alcançar esse valor, a equipe econômica estuda formas. Foi sugerido o fim do abono do PIS/Pasep, mas houve recusa do presidente Bolsonaro.


O congelamento da aposentadoria causou controvérsia que enfureceu o presidente. Semanas depois, falou-se sobre o uso de recursos para os precatórios e um excedente do Fundeb, sugestões que também geraram conflitos.


Agora, todos os meios de comunicação, beneficiários e a população em geral esperam para saber como o governo será capaz de turbinar o Bolsa Família. Como o auxílio emergencial termina em dezembro, o valor tradicional do programa é aplicado novamente.