Governo excluí 17 milhões de cidadãos do benefício prorrogado do Auxilio Emergencial.

Imagem: Reprodução /  Google

A prorrogação do auxílio emergencial excluiu mais de 17 milhões de brasileiros. Até dezembro, o governo federal pagará as parcelas recém-aprovadas do coronavoucher. No entanto, o novo ciclo de depósito não cobrirá todos os registrados em vista de erros de validação em cada solicitação. Abaixo, saiba quem tem direito ao benefício de acordo com as novas normas públicas.


A prorrogação da ajuda emergencial continua a ser motivo de críticas ao governo federal. A proposta validada no início de outubro permitirá que o programa seja finalizado com nove parcelas de pagamentos. No entanto, neste novo momento, você só pode receber aqueles que foram aceitos em outubro. 


De acordo com as determinações impostas pela equipe econômica de Bolsonaro, os valores de extensão serão concedidos aos cidadãos que já receberam as cinco primeiras parcelas. 


O problema é que mais da metade do segurado teve seu cadastro aprovado atrasado por erros e atrasos promovidos pelo próprio governo.  


Aceitação tardia  

Durante o período de inscrições e pedidos de benefício, muitos cidadãos tiveram dificuldades para serem aceitos por meio de erros técnicos identificados no sistema do Ministério da Cidadania. 


A Dataprev, empresa responsável pela validação das informações dos segurados, também atrasou a entrega dos relatórios, fazendo com que cerca de 900 mil beneficiários recebessem seus valores até agosto.  


Assim, de acordo com as novas regras do programa, os inscritos não terão acesso aos valores antecessores para os meses de abril, maio, junho e julho.



Para aprovar a prorrogação, o governo ressaltou que não poderia conceder o pagamento cumulativamente, liberando a esse grupo mais de uma parcela por mês.  


Ações na justiça 

Diante dos cortes, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já mostram que há cerca de 140 mil ações contra o governo reclamando de cortes no auxílio emergencial.


O número de casos representa mais de 60% das reclamações registradas no período pandemia, totalizando aproximadamente 200 mil ações. 


Muitos afirmam que não tinham o direito de se beneficiar antecipadamente das próprias falhas do governo, afirmando que o atual processo de exclusão é desigual e visa beneficiar apenas uma redução do orçamento público, uma vez que uma parte significativa do segurado estava fora da agenda.  


Em resposta, o Ministério da Cidadania afirma que a decisão foi necessária para garantir a manutenção do programa.

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